Falando Sobre Aerógrafos

Minhas ultimas pinturas receberam um tanto de comentários positivos, e juntando com o povo se agilizando pra comprar, comprando ou fazendo planos para compra de aerógrafos, resolvi dar meus dois centavos nesse texto, e dar algumas dicas de coisas legais, cuidados e etc.

Primeiro de Tudo: O Aerógrafo. Eles são maquininhas complexas. Normalmente caras, e dão um bom tanto de trabalho pra aprender a usar e manter.

Portanto, se você está penando em comprar um aerógrafo, note que:

  • Vou usar isso o tempo todo?
  • Eu pinto um volume que justifique ter um aerógrafo?
  • Minha pintura no pincel fica aquém a de uma pintura feita em aerógrafo?
  • Além de tudo, é uma baita de uma grana! Não é só o aerógrafo, é o compressor, os solventes, a sua conta de luz que vai subir, etc.

Elaborando: Mesmo que você tenha grana e queira ter um, você vai efetivamente usar? Eu não sou um bom exemplo, porque quando tenho grana e vejo algo remotamente utilizável para modelismo, eu compro (vide o torno que tenho aqui em casa a quase dois anos e  nem tirei da caixa). Mas de qualquer forma, essa grana que eu gastei poderia ter virado outras miniaturas, por exemplo. Algo que você sempre deve se perguntar.

Outra questão é volume de pintura. Se seu único army é 1.500 pontos de Grey Knights, ou uns 30 pontos de Warmachine/Hordes, eu e digo que talvez não justifique. Aerógrafo agiliza MUITO o processo de “pintura em lote”, ou seja, pegar uma unidade inteira e fazer ela numa sentada. Extremamente útil se você joga de Orks, Imperial Guard, Khador, etc. Mas pra forças mais de elite, talvez seja um gasto desnecessário.

E por fim, ter um aerógrafo não te torna automaticamente o Norman Rockwell do wargaming. O aerógrafo é só uma ferramenta. É praticamente impossível apertar uma porca com um martelo, mas dá pra usar uma chave de boca pra botar um prego na parede, se for necessário. Se sua pintura é ruim/medíocre (dentro do seu próprio padrão de qualidade, importante dizer), comprar um aerógrafo não vai fazer nenhum milagre. De fato, já vi uns vídeos do mesmo cara fazendo dois modelos idênticos, um só com pincel e outro com aerógrafo, e – advinha – com pincel ficou MUITO melhor.  Tudo é uma questão de técnica e treino – como pincel. Antes e se aventurar no aerógrafo, é importante que você se sinta confiante no seu padrão de qualidade na pintura.

E qual aerógrafo?

Eu uso um Sagyma dupla ação, bem cadela:

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Mas já tive um Badger que foi meu workhorse durante anos, e provavelmente ainda estaria usando se não tivesse tratado tão mal do coitado.
Uso um compressor de ar direto que comprei a mais de dez anos, e nunca me deu problema, a não ser ocasionais superaquecimentos (depois de umas duas horas de trabalho contínuo).
A questão é: Não recomendo aerógrafos nem compressores. Tem milhares de páginas por aí pra isso. Minha sugestão: compre o melhor que seu dinheiro pode pagar. Simples assim. O mesmo vale pra compressores. Lembrando que dá pra fazer compressor com inalador de ar (se aparecer algum interessado ponho o link pro kitbashing…)

E o que mais vou precisar?

Disso tudo:

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  • Luvas de Silicone: pra proteger usa mão da tinta (abraçadores de árvore que me desculpem, mas é mais fácil jogar a luva fora do que tirar mancha de tinta na torneira) e proteger a mini da sua mão (digitais e gordura do corpo)
  • Tintas: não vou falar nada a respeito, visto que tem um post só disso aqui mesmo no blog, mas… ERRATA: tintas da Citadel, P3 e Acrilex/Corfix são diluídas em Vidrex!
  • Solventes: idem acima
  • Formas de metal e/ou silicone, dessas de empada, pra diluir a tinta. se você trabalha só com acrílicas, se mantenha na de silicone, que é mais prática e mais fácil de limpar. Copinhos de café também funcionam, mas são frágeis demais. No caso de esmaltes, metal é mandatório, pois mesmo o thinner mais fraco vai atacar o plástico/silicone.
  • Palitos: de dente ou de sorvete, pra misturar as tintas
  • Grampos/Jacarés: pra manusear as miniaturas durante o processo de pintura
  • Conta-gotas: para adicionar solvente as tintas
  • CD velho, folha de papel, pedaço de plástico branco: para testes de tinta e de ação do aerógrafo.
  • EPI: máscara é mandatório se estiver usando tintas com solventes minerais (thinner). Acrílicas não são um grande problema, mas é um bom hábito. O mesmo vale pra primers em spray. Se você pretende primmar 150.000 pontos de infantaria Ork ainda esse ano, sem usar máscara, seus netos nunca vão ter chance de te conhecer. É MUITO SÉRIO, moçada. No meu caso, sou um consumidor pesado de cigarros, então tento não cobrar ainda mais dos meus pulmões. Faça o mesmo!

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Para poder mostrar tudo o que pode ser feito com um aerógrafo, não só vou pintar uma mini especialmente para esse post, mas sim 33.

Isso aí – TRINTA E TRÊS. 20 Skins (dos antigos ainda, mais legal ainda) de WHFB, 10 Kroots de 40k, duas motos de Infinity e um Space Marine (porque tutorial de pintura sem Space Marine não existe…)

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 Qualidade VS Quantidade

A maior vantagem de ter um aerógrafo é poder pintar um bom número de modelos de maneira rápida e uniforme. No caso, peguei duas tropas de bom tamanho: 20 skinks e 10 Kroots. O que elas tem em comum. São chatas de pintar.para.diabo. No caso dos Skinks, simplesmente pela quantidade (se você joga de Lizarmen e não tem elo menos 30 desses, tem algo errdo). E no caso dos kroots, confesso que porque a unidade não é boa no jogo. Tipo, tem seu uso, legal, mas não é a picanha do meu codex. Dá uma desanimada ter que pintar esse tipo de unidade, todo mundo sabe. O mesmo vale pra Termagaunts, ork boys, cultistas, Platoons de IG, ou até mesmo Tactical Marines.  Algumas vezes são necessários, e dá até um ruim de pensar que você tem um tanto deles pra pintar.
No meu caso em particular, pintarei esses Kroots porque o Imperial Armour vol.3 – Second Edition está pra sair, e tem umas unidades Kroots legais lá. O problema que as lendas dizem que será necessário ter uma tropa de Kroots “normais” pra poder ter elas em jogo. Portanto…

Já no quesito qualidade, alguamas pinturas ditas “difíceis” se tornam rotina, ou até mesmo fáceis como uso de aerógrafo. As minis de Infnity serão esse exemplo.

Primeiro Passo: Primer

Você pode usar direto o próprio aerógrafo pra isso, mas eu francamente sou mais simplista. Spray mesmo. Por que? Primeiro, tempo. Em termos de velocidade, spray > aerógrafo > Pincel: O inverso pode ser dito sobre controle da pintura, mas como primer é pra ser algo que pegar o modelo inteiro, spray acaba sendo a melhor ferramenta.
Segundo, solventes. Eu bato nessa tecla com a mesma frequência que uma beata passa uma conta do rosário nos dedos. Tinta spray é um diabo de tinta, que tem um solvente forte pra cacete. Logo, tudo o que você jogar em cima – água, isopropílico, ou mesmo thineres (de baixa abrasividade) não vai nem arranhar a pintura base. Isso torna seu processo bem mais “seguro”, por assim dizer.
Não fotografei essa parte, afinal, todo mundo faz isso desde sempre.

A única questão quanto ao primer que realmente importa é a cor do dito cujo. O preto vai facilitar sua vida nas sombras e nas cores escuras. Branco vai facilitar sua vida nas luzes e em padrões de pintura mais “limpos” (como Tau, Eldar, Menoth e 99% de Infinity). O Cinza só deve ser usado se você vai cobrir cada milímetro cúbico da mini com tinta. Ou em caso de minis que não sejam de wargaming e de maior escala. Exceção a veículos, que sempre achei melhor trabalhar no cinza,pois as sombras e luzes normalmente não ficam bem com preto e branco puros.

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Isso não é uma gincana, mas só pra dar um referência de tempo,comecei o trabalho com o aerógrafo as 22h27 (moro no ultimo andar do prédio e não tenho mais vizinho de baixo, por isso trabalho a madrugada toda com o compressor ligado).

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Antes de sair jogando tinta em tudo, eu fiz um breve esquema de cores do que eu quero. Usei uma folha em branco, mas qualquer pedaço de plástico ou CD velho serve.

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Eu sempre trabalho com pelo menos duas cores, em toda miniatura. A cor que eu quero que o modelo fique, e um tom mais escuro.
No caso dos Kroots, usei Khaki Drab para o tom escuro, e Olive Drab para o tom desejado. Ambas são uma variação de marrom (não, olive drab não é um tom de verde, mas sim 8 partes de amarelo para 3 de preto), que no papel ficaram bem próximas. A ideia é justamente essa, uma transição de cor discreta.
Já nos Skinks, eu quero algo bem mais claro, portanto usei Humbrol 78 no tom escuro e Humbrol 90 para o tom desejado.
Isso é mais importante do que saber usar o aerógrafo: saiba que cores você quer, e que tons ela vai ter. A Wikipédia tem artigos incríveis osbre cores, onde você pode dar uma olhada nas cores e suas variantes, para ter uma boa ideia. Não se prenda as cores disponíveis da sua marca favorita. Nem a Tamiya tem todas as cores que eu gostaria, portanto saiba COMO as cores são “feitas”. Normalmente adicionar preto ou branco já resolve, mas dependendo do tom você vai ter que usar amarelo, cinza, azul ou até mesmo violeta.

Diluindo

Aerógrafo é chatinho com isso: pouco solvente e a tinta não vai sair (o que vai dar uma trabalho da porra pra limpar o mecanismo interno); muito solvente e você vai ter o que chamamos de “spiders” – a tinta não seca no contato com a peça, espalhando em várias direções.

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Típica “spider”

O que eu sugiro, pra você treinar, é usar esmaltes. Qualquer tinta esmalte vai sair por uns 12 reais por 250ml nessas lojas de tinta e Balarotis da vida. Dilui com thinner de baixa abrasividade (esses que se compra na Monalisa/Grafite) e testa em peças de diferentes tamanhos, pra treinar seu controle mesmo.

Para diluir, separe uma quantidade de tinta, e adicione o solvente aos poucos. O processo contrário pode resultar em um wash indesejado. Use conta gotas e trabalhe com calma.

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Mexa até ficar uniforme. O ponto que você quer a tinta é o tal do “ponto de leite”: a tinta é líquida o bastante pra escorrer, mas nem tão diluída que não deixe marca na lateral do recipiente. A foto abaixo mostra bem o ponto que uso:

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Lembre também que pouca tinta é melhor do que muita tinta. Quanto mais pressão dentro do copo de tinta, mais violenta ela vai sair, dificultando seu controle ao mesmo tempo que deixa o processo mais rápido (ideal para pintar veículos e estruturas). 

Eu não costumo encher mais do que 1/5 do recipiente. É pouco, sim, mas eu prefiro ter que adicionar mais tinta, até mesmo tendo que misturar mais tinta, do que acabar desperdiçando uma bom tanto do material. Pro povo mão de vaca: não, a tinta não dura depois de solvida. E não, não dá pra colocar de volta no pote. Entendeu brimo?

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Se o seu compressor tem regulagem de pressão, mantenha em 10-15psi (normalmente o mínimo, ou perto disso). Se a tinta estiver muito grossa, aumente um pouco a pressão (nunca passe de 25-30…). Tintas de platimodelismo (Revel, Tamiya, Humbrol) se comportam muito bem em aerógrafo, especialmente os metais. Acrilex/Corfix  são tintas que não foram feitas para aerógrafo,portanto, cuidado redobrado, especialmente na hora da limpeza!!!

SEMPRE teste a pintua fora do modelo. Não posso estressar esse ponto vezes o bastante. SEMPRE TESTE FORA DO MODELO!!! Deixe a tinta correr, use diferentes pressões no gatilho e diferentes aberturas de agulha.

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Uma vez satisfeito com o fluxo da tinta e com a posição/abertura, mande bala nas minis.

Sempre me perguntam que distância eu trabalho do modelo. Depende da abertura, na verdade. Eu tento trabalhar o mais fechado possível, então posso trabalhar com o aerógrafo bem perto do modelo. i.e. mais controle.

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No caso dos Kroots, comecei pelo tom mais escuro. Isso quer dizer que procurei pintar as partes mais baixas do modelo antes, mas no geral, não faz tanta diferença, nesse caso em particular.

Sempre cheque a miniatura com seu braço extendido, de preferência sob uma luz branca. Se você esqueceu algum pedaço, a essa distancia o erro vai gritar, e fica fácil de consertar.

 

INTERMISSION! Uma nota sobre escala!
Já que estamos falando de usara distância de um braço pra fazer a checagem da pintura, vale uma nota sobre escala.
Miniaturas dos wargames mais populares são ou 28mm ou 30mm, o que é aproximadamente 1/64 (ou seja, 64 vezes menores que uma pessoa de altura mediana).
O olho humano não consegue focar nada a menos de 10cm dos olhos. É claro que você vai tentar isso agora mesmo. E vai dar uma risadinha quando tentar…
Confirmado? Pois bem, na menor distância de foco (aproximadamente 10-12cm) do seu rosto, esse miniatura tem o mesmo tamanho do que uma pessoa de estatura mediana a uns 6,5 metros de distância. Duvida? Chame sua namorada/esposa/mãe, manda ela ficar parada do outro lado da sala/garagem/quintal e comprove.
Qual o ponto? Se você não consegue ver algum detalhe em uma pessoa a 6,5m de distância, você não deveria tentar replicar isso na sua miniatura. Uma fivela de cinto é simplesmente um ponto metálico, independente dele ter uma inscrição belíssima gravada nele.
Parece um ponto besta, mas tendo isso em mente, você vai se privar de um monte de dor de cabeça desnecessária. Logicamente, o preciosismo é seu, e não sou eu que vai dizer como você deve pintar seus modelos

VOLTANDO!!!

Repeti o processo nos outros nove Kroots. Tempo total:

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Ou seja: demorei 24 minutos para pintar dez modelos. Levem em conta que diluí tinta, montei aerógrafo, tirei foto, etc. Fora o trabalho de pintar os modelos em si. Esse tempo poderia muito bem ter caído pra 20,ou até mesmo 15 minutos. Logo, se você é tão retardado quanto eu, que tem mais modelos do que tempo, o aerógrafo é seu melhor jogo na cidade.

Foto no detalhe da primeira camada de pintura:

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Removi a sobra de tinta (bem pouco), limpei o copo com um pano velho e joguei uma gota de isopropanol dentro. Deixei correr um pouco, pra retirar qualquer excesso de tinta antiga dentro do mecanismo.

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Em seguida, coloquei olive drab, e testei a abertura que precisaria:

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Sim, um risquinho desses. Coloquei do lado de um palito de dente, só pra efeito de escala:

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Ou seja, não é milagre, e não é “mão firme”. É o aparelho que me permite fazer isso, simples assim.

Mantive nas partes altas do modelo. Funciona mais ou menos assim: primmer = full automatic, tom escuro = short burst, tom claro = sniper. Escolha onde vai ser a cor, dispare ali e esqueça. É importante resolver na primeira passada, pois qualquer coisa depois disso vai resultar em excesso de tinta, e o tom de baixo vai sumir (o que tira o propósito desse trabalho todo)

O resultado é esse:

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A tropa toda e o tempo:

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Ou seja, a segunda parte, por ser um trabalho de maior precisão e menor área, demora bem menos. A ideia é “construir” a cor que você quer.

NOTA IMPORTANTE: como pintura com pincel, 90% do trabalho são do olho e do cérebro. Olhe a miniatura com cuidado antes de começar a pintar. Antes de montar, inclusive. Depois que você sabe onde cada cor tem que ir, o trabalho é só dominar a ferramenta (nesse caso, aerógrafo).

 

VARIAÇÃO DO MESMO TEMA

Com os skinks, resolvi fazer o processo contrário, só pra mostrar que é possível. O que é melhor? Você vai decidir qual é o melhor estilo pra você, mas lembre que o resultado final não deve estar alterado.

Limpei bem o aerógrafo nesse ponto, deixando correr um bom tanto de isopropanol pelo mecanismo, e me livrando do excesso.

Usei esmaltes, o que significa thinner. Usei um de baixa abrasividade, desse de lojas de matérias de artesanato.
Início dos trabalhos, 23h23:

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Com menos de quatro miniaturas pintadas em cinco minutos, o meu compressor resolveu parar – superaquecimento. Mancada minha que o deixei ligado o tempo todo, enquanto tirava fotos, trocava de cores e etc. Paciência…

Perdi a noite de trabalho? Jamais… aproveitei pra fazer coisas de gente normal, tipo jantar(café preto com bolo) e lavar roupa (tá, gente normal não lava roupa as onze da noite…e lavar roupa é um termo pra jogar as coisas na máquina e apertar o botão), conversar com minha garota e… pintar mais!

Aproveitei pra trabalhar nas partes de pincel dos Kroots. Comecei pelos cabelos, usando Red Brown da Tamiya:

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Nesse momento o compressor volta a vida, e como a tinta que eu tinha diluído já estava pronta, mandei bala nos Skinks.

Primeira camada pronta em 19 minutos!

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E um deles no detalhe:

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O único problema de tinta esmalte que ela não seca tão rápido quanto acrílica,então precisava de um tempinho a mais “pra gastar” – e deixar o compressor esfriar mais um pouco. Voltei para os Kroots, dessa vez para fazer um highlight em Flat Green da Tamiya, no pincel mesmo:

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Notem como o resultado final ficou harmonioso, com tons escuros, mas sem estar carregado ou “chapado” demais.

O tempo de fazer isso em todos os Kroots foi o bastante pra secar os Skinks – e até minha roupa dentro da máquina.
Fiz a mesma coisa que fiz nos Kroots, só que ao invés de procurar as partes mais altas, eu fui de sniper nas partes mais baixas do modelo (que convenhamos, é pequeno pra cacete).
Resultado final:

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Notem que deixei umas partes de branco a mostra. São exatamente as áreas onde vão os highlights com pincel.
Faltou a foto, mas terminei eram 01h43.

Voltando aos Kroots, pintei todas as partes de tecido com Desert Yellow da Tamiya, no pincel mesmo:

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Só pra sentir a diferença de tempo, a hora que terminei essa etapa:

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Ou seja, no quesito quantidade sobre qualidade, eu definitivamente arregacei no primeiro, sem abrir muito mão do segundo. Da hora que comecei (~22h30) até a hora que parei (~2h30), foram quatro horas de trabalho. E não deixei de fazer nada da minha vida normal nesse período (não, não vou tirar uma foto do varal).

Conclusão: se eu pegasse metade desse tempo, sem interrupção, eu poderia ter feito 100% da pintura de uma das duas unidades, garantido. A maior parte dos jogadores reserva isso por dia pra pintar. Uma unidade por dia! Mesmo se for uma hora, ou meia hora por dia… você vai ter uma unidade prontinha pra ir pra mesa, em um padrão um pouco acima de tabletop, em dois a quatro dias!

No próximo post, Qualidade sobre quantidade!

Sneak Peak:

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